On the Road
segunda-feira, dezembro 18, 2006
O espião internauta.
Eu sou um espião. Mas, um espião sem dono. Sem rumo exterior.
Havia lá longe, um espião internauta. Um que espiava o mais que podia. Que aprendia o mais possível, tudo o que lhe aparecia.
Teias informáticas, cabos de fibra óptica, alimento carregado de caracteres e uploads visuais. Nada de novo para o espião. Acontece que, sendo um ser superior, abonado pela detenção da Verdade Universal, o espião actualizava sempre a informação espiada. Assim, a matéria espiada não seria mais do que algo divinalmente nascido da sua própria criação. Grande espião! Grande Criador! Assim o seu ego podia continuar a crescer e voltar a crescer. Contava aos seus amigos os seus feitos, os seus conhecimentos ancestrais como se de um Deus se tratasse. Os amigos, esses, nem podiam acreditar, quase caíam ao chão, tal era o estrondo provocado por tais visões de Ser Divinal e Inatingível. Bastava, ao espião internauta proferir qualquer coisa tipo gosto ou não gosto, para que estes, em princípio, normalíssimos vocábulos, se tornassem grandiosos, igualáveis apenas ao Verbo Divino. E o ego, lá ia ele! Arriba! Arriba!
Certo dia, arderam-se-lhe as asas. Tinha espiado perto demais. Os seus apóstolos compreenderam que também eles eram espiões internautas, capazes de espiar e criar. O espião compreendeu, então, que a sua visão não era mais que uma mentira. Uma mentira a si próprio.
Todos nós somos internautas espiões. E, nenhum melhor que o outro.
E a Verdade Absoluta subitamente apareceu à luz de todos. Aquela que diz que a grandiosidade do ser humano reside na capacidade de poder aprender qualquer coisa com o mais próximo. Sem excepção!
Que bom é poder morrer sem se alcançar tudo aquilo que gostaríamos de saber. E que bom é viver à procura de Mais. De algo mais. Do que é meu, dele, do outro, de todos. Todos.
Sou um pirata. Sou um espião internauta, e quero um dia poder dizer: bem-vindo Sr. espião igual a mim, igual aos outros. Os outros.
Semelhança, liberdade, criação. Sim, quero mais.
Eu sou um espião. Mas, um espião sem dono. Sem rumo exterior.
Havia lá longe, um espião internauta. Um que espiava o mais que podia. Que aprendia o mais possível, tudo o que lhe aparecia.
Teias informáticas, cabos de fibra óptica, alimento carregado de caracteres e uploads visuais. Nada de novo para o espião. Acontece que, sendo um ser superior, abonado pela detenção da Verdade Universal, o espião actualizava sempre a informação espiada. Assim, a matéria espiada não seria mais do que algo divinalmente nascido da sua própria criação. Grande espião! Grande Criador! Assim o seu ego podia continuar a crescer e voltar a crescer. Contava aos seus amigos os seus feitos, os seus conhecimentos ancestrais como se de um Deus se tratasse. Os amigos, esses, nem podiam acreditar, quase caíam ao chão, tal era o estrondo provocado por tais visões de Ser Divinal e Inatingível. Bastava, ao espião internauta proferir qualquer coisa tipo gosto ou não gosto, para que estes, em princípio, normalíssimos vocábulos, se tornassem grandiosos, igualáveis apenas ao Verbo Divino. E o ego, lá ia ele! Arriba! Arriba!
Certo dia, arderam-se-lhe as asas. Tinha espiado perto demais. Os seus apóstolos compreenderam que também eles eram espiões internautas, capazes de espiar e criar. O espião compreendeu, então, que a sua visão não era mais que uma mentira. Uma mentira a si próprio.
Todos nós somos internautas espiões. E, nenhum melhor que o outro.
E a Verdade Absoluta subitamente apareceu à luz de todos. Aquela que diz que a grandiosidade do ser humano reside na capacidade de poder aprender qualquer coisa com o mais próximo. Sem excepção!
Que bom é poder morrer sem se alcançar tudo aquilo que gostaríamos de saber. E que bom é viver à procura de Mais. De algo mais. Do que é meu, dele, do outro, de todos. Todos.
Sou um pirata. Sou um espião internauta, e quero um dia poder dizer: bem-vindo Sr. espião igual a mim, igual aos outros. Os outros.
Semelhança, liberdade, criação. Sim, quero mais.
