Presentes memórias do passado presente
Quando a órbita nos aborda, quando a cabeça pesa e os irmãos nos percorrem, o sal escorre sem nexo: forma-se a neve que solidifica os teus cabelos. Fear and Loathing, cabelo ao vento: estamos a chegar senhor morcego!! Sons, imagens, sussurros, e os quartos da lua encontrados numa fria noite de Verão. Sofia. Quando o amor corre, rasga a mão ... O ácido mergulha em pingos de sólidas memórias. E lá, a luz do mar que nos olha a fuga dos sentidos, a música que toca a estocada estridente, a menina que ilumina a pista com os seus dentes e serpentes cabelos. Já só os campos de cor única me anestesiam o pensamento, e corro despido, treslouco, oco, e morro no súbito toque subtil da tua voz, menina do depressivo irreal.
A professora com um ar assustado pediu à turma que saísse. O.K! Continuamos amanhã. Até lá! (um sorriso forçado que a ninguém passou indiferente). O Luís, no dia seguinte, não voltou a ler qualquer passagem do seu texto.
Subjugada sob o forte poder das estrelas, deitada sobre o fino manto onde começa o vasto oceano, Sofia jogava com as contracções da sua mente. E ela fazia-o constantemente. Largada sobre aquela areia desértica que inspirava o soltar de um subconsciente alucinado. Sofia vivia sozinha. Compreendo-a agora (tarde de mais!), apenas queria viver, talvez sobreviver. No entanto, os consumos eram excessivos, violentas alucinações periódicas capazes de fazer tremer, temer, voar e soltar as feras da decadência inultrapassável. Naquela noite perfumada e extasiada, como que cúmplice de uma tragédia eminente, Sofia não parecia a mesma. Totalmente sóbria, afastava-se vorazmente de todos os seus amigos. E chorava. Compulsivamente! Visão sublime e aterradora! Indecisão. Mal me viu, Sofia correu pela bruma. As mais variadas divagações rodopiaram-me o pensamento ... exagero ou talvez amor. Arrepios profundos e desenfreados percorreram-me. Fugi. Algumas horas depois, junto aos destroços de vidro brilhante, apreciava o efeito que o farol emitia sobre o habitat desconhecido. Nessa altura, alguém perguntou por Sofia. Acordaram os meus olhos, corri dali e guiaram-me as estrelas. Encontrei Sofia deitada. As ondas aproximavam-se, mas inerte, Sofia ficava. Eu, ao longe, mergulhava numa hesitação que me matava. Passaram-se horas. Foi então que ela se dirigiu ao mar. Gelei. Sofia entrou nas águas e não voltou a sair. Os meus mergulhos foram infrutíferos. Jamais foi vista nos dias que se seguiram. O seu cadáver não foi encontrado. Sei apenas que nasci naquela noite. De morte e apaziguamento. E choro mudo o facto de não sentir tal vontade.
- Obrigado por leres para mim - disse Maria, com um brilho sincero nos olhos. E um sorriso repleto de paixão.
Quando a órbita nos aborda, quando a cabeça pesa e os irmãos nos percorrem, o sal escorre sem nexo: forma-se a neve que solidifica os teus cabelos. Fear and Loathing, cabelo ao vento: estamos a chegar senhor morcego!! Sons, imagens, sussurros, e os quartos da lua encontrados numa fria noite de Verão. Sofia. Quando o amor corre, rasga a mão ... O ácido mergulha em pingos de sólidas memórias. E lá, a luz do mar que nos olha a fuga dos sentidos, a música que toca a estocada estridente, a menina que ilumina a pista com os seus dentes e serpentes cabelos. Já só os campos de cor única me anestesiam o pensamento, e corro despido, treslouco, oco, e morro no súbito toque subtil da tua voz, menina do depressivo irreal.
A professora com um ar assustado pediu à turma que saísse. O.K! Continuamos amanhã. Até lá! (um sorriso forçado que a ninguém passou indiferente). O Luís, no dia seguinte, não voltou a ler qualquer passagem do seu texto.
Subjugada sob o forte poder das estrelas, deitada sobre o fino manto onde começa o vasto oceano, Sofia jogava com as contracções da sua mente. E ela fazia-o constantemente. Largada sobre aquela areia desértica que inspirava o soltar de um subconsciente alucinado. Sofia vivia sozinha. Compreendo-a agora (tarde de mais!), apenas queria viver, talvez sobreviver. No entanto, os consumos eram excessivos, violentas alucinações periódicas capazes de fazer tremer, temer, voar e soltar as feras da decadência inultrapassável. Naquela noite perfumada e extasiada, como que cúmplice de uma tragédia eminente, Sofia não parecia a mesma. Totalmente sóbria, afastava-se vorazmente de todos os seus amigos. E chorava. Compulsivamente! Visão sublime e aterradora! Indecisão. Mal me viu, Sofia correu pela bruma. As mais variadas divagações rodopiaram-me o pensamento ... exagero ou talvez amor. Arrepios profundos e desenfreados percorreram-me. Fugi. Algumas horas depois, junto aos destroços de vidro brilhante, apreciava o efeito que o farol emitia sobre o habitat desconhecido. Nessa altura, alguém perguntou por Sofia. Acordaram os meus olhos, corri dali e guiaram-me as estrelas. Encontrei Sofia deitada. As ondas aproximavam-se, mas inerte, Sofia ficava. Eu, ao longe, mergulhava numa hesitação que me matava. Passaram-se horas. Foi então que ela se dirigiu ao mar. Gelei. Sofia entrou nas águas e não voltou a sair. Os meus mergulhos foram infrutíferos. Jamais foi vista nos dias que se seguiram. O seu cadáver não foi encontrado. Sei apenas que nasci naquela noite. De morte e apaziguamento. E choro mudo o facto de não sentir tal vontade.
- Obrigado por leres para mim - disse Maria, com um brilho sincero nos olhos. E um sorriso repleto de paixão.

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